domingo, 8 de setembro de 2019

Orden y Cavallería de los Templarios


Eis uma obra antiga, de 1747, publicada em Madrid pelo político, economista e historiador Pedro Rodriguez de Campomanes (y Perez).

Um livro de grande interesse para quem gosta de ler e aprender mais sobre a Ordem dos Templários, cujas ligações a Tomar todos conhecemos.

Pode aceder à obra aqui:

Dissertaciones históricas del orden y cavallería de los Templarios

Relembrando que o próprio nome pertencia ao rio, depois atribuído ao castelo, castelo de Tomar, depois à vila, vila de Tomar.

Campomanes menciona as origens da terra e a ligação da ordem a Portugal, na mesma altura que em Castela, Leão, Aragão e Navarra.






quinta-feira, 2 de maio de 2019

Carta de 1809 escrita em Tomar

Esta publicação acontece na Feira do Livro de Tomar na presente quinta-feira dia 2 de Maio de 2019.

Estamos perante um documento com 210 anos.

Dentro da temática das Invasões francesas, trago mais um tesouro que faz parte da nossa história, desta vez, um documento que a Tomar Digital encontrou nos arquivos de uma universidade norte-americana, que deverá ter acesso ao original.

É uma carta escrita em Tomar a 4 de Abril de 1809 por António José de Miranda Henriques (1761-1835), general português bastante conhecido que estabeleceu o seu quartel general em Tomar no mês de Janeiro do mesmo ano.

Na obra "História de Tomar" Volume II, Amorim Rosa numa única frase explica que estabelece-se em Tomar o quartel-general de António José de Miranda Henriques, "encarregado da defesa da Beira Baixa", assim como, nos revela que a 10 de Abril chega Beresford ficando Tomar com "dois quartéis-generais"

A importância desta carta demonstra a visão do general e a sua liderança, parece tratar-se de um alerta sobre uma determinada ordem que não tinha sido processada. Encontra-se em inglês para que possa ser entendida pelos aliados ingleses.

A TOMAR DIGITAL desafia o leitor a investigar melhor o enquadramento desta carta e qual a sua importância no destino da guerra. Para partilharmos a sua opinião pode enviar a investigação para: Tomardigital@gmail.com  (que nós publicamos, bom trabalho!)

Daquele que foi o nosso entendimento sobre a carta:

This moment that apanticipation that the two squadrons I sent with the Brigade, that eas to go on to Coimbra to reinforce your troops, did not obey to on order of retreat I sent them in consequence of such aone I had of the Marchal Sir Beresford in these circunstances and to acomply the orders of his Excellence I bag you to do so in a manner, as to send away to his own quarters, not only the two o squadrons that were not sent to be at your orders, but also some of my troops that with the same spirit as the Squadron-Cond arrive there, excepted the Squadron of the two Batallions. You know that will never aim, but you can tell them, that this movement of retreat done by the orders of Sir Beresford, is of the first necessity to prevent by our union with his British Majesty´s troops the movementy of the enemy that want to go to Lisbon by Alentejo.


P.S.
Just now I have orders to retire all the troops I sent to Coimbra, excepted one Squadron of Cavaly tha will remais, you will dispose the order to the two Batallion and send them to Thomar.


O documento original pode ser consultado AQUI (clicar)


domingo, 31 de março de 2019

Wellington e o Coronel Pavetti prisioneiro em Tomar

Tomando a época das Invasões Francesas, surge a seguinte obra:

The dispatches of Field Marshal the Duke of Wellington, ... v.6.Wellington, Arthur Wellesley, Duke of, 1769-1852.

Uma obra dedicada às cartas de Wellington, onde Tomar surge mencionada em alguns momentos, tem o pormenor de identificar o aprisionamento do coronel Pavetti na vila nabantina.

A Ordenança, pertencente ao exercito Português, fez o coronel Pavetti do exercito Francês  prisioneiro na vila Nave de Haver a sul de Almeida, tal como pode verificar no Linhas de Torres.

Numa carta escrita em Francês por Wellington é possível identificar que o próprio terá recebido uma carta do Pavetti escrita em Tomar, tal como podemos perceber na mesma.

Sobre Giacomo Pavetti, de acordo com esta fonte (link) podemos perceber que voltou a França em 1814.

Eis uma imagem rara de Giacomo Pavetti que teve a sua passagem por Tomar em 1810 como prisioneiro de guerra.

sábado, 9 de março de 2019

Sobre a Fábrica de Fiação de Tomar


O primeiro ano da obra Annaes da Sociedade Promotora da Industria Nacional publicado em Lisboa em 1822 pela Imprensa Nacional apresenta uma curiosidade sobre a Fábrica de Fiação de Tomar.




Inclui os estatutos da sociedade, onde constam, já datada de 1823 e impresso pela Typographia Rollandianna, 




os seus membros, cuja lista inclui três tomarenses: Antero José da Maia e Silva, António da Cunha Pessoa e Feliciano Tomé da Silva.





Depois, voltando ao Carderno Nº1, de onde quero retirar este curioso achado escrito sobre felicidade, sobre o qual considerei útil publicar:



Nele temos esta informação que permite perceber o número de qualidades de fio de algodão produzidos em Tomar em 1822, que seriam 56.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Parabéns Tomar


“ERA 1198 (1160, era de Cristo) REINANDO AFONSO, ILUSTRÍSSIMO REI DE PORTUGAL, GUALDIM PAIS, MESTRE DOS CAVALEIROS PORTUGUESES DO TEMPLO, COM SEUS FREIRES, COMEÇOU NO PRIMEIRO DIA DE MARÇO, A EDIFICAR ESTE CASTELO, CHAMADO TOMAR QUE, CONCLUÍDO, O REI OFERTOU A DEUS E AOS CAVALEIROS DO TEMPLO…”

No âmbito do Dia de Tomar, que se celebra a 1 de Março, a Tomar Digital publica os forais de 1162 e de 1174, cortesia da Casa de Sarmento:

Os forais tomarenses de 1162 e 1174

*ilustração de Dr. José Vieira Guimarães (1915)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

13 de Fevereiro de 1844

Fotografia de 1928
A vila de Tomar foi elevada a cidade a 13 de Fevereiro de 1844, perfazendo-se assim 175 anos após a assinatura do importante documento que hoje publicamos.

D. Maria, por graça de Deus, Rainha de Portugal, Algarve e seus domínios. Faço saber aos que esta Minha Carta virem que Eu fui servida de mandar passar o Alvará de teor seguinte: Eu a Rainha faço saber aos que este Meu Alvará virem que tendo-Me representado a Câmara Municipal da notável Vila de Thomar haver aquela terra desde tempos memoráveis, até que foi arrasada pela irrupção dos Árabes, gozado da categoria de cidade com a sua denominação de Nabância, reunindo a esta circunstância a grande notabilidade histórica e muitas e gloriosas recordações, que lhe estão ligadas; e atendendo não só ao alegado mas a ser a mesma Vila uma das mais vastas e formosas deste Reino, enriquecida com várias fábricas e ornada com diversos e belo edifícios, entre os quais se distingue, por sua celebridade, o do extinto Convento da Ordem de Cristo, possuindo além destes todos os mais elementos para sustentar com dignidade a categoria de cidade; e tomando finalmente em consideração os claros testemunhos que os Tomarenses Me têm dado da sua nobre dedicação ao Trono e à Carta Constitucional da Monarquia: Hei por bem e Me praz, Deferindo à representação da Câmara Municipal do Concelho de Thomar, que a dita Vila do dia da publicação deste Alvará em diante, fique erecta Cidade, denominando-se Cidade de Thomar, e que como tal goze de todas as prerrogativas que directamente lhe pertencem. Pelo que Mando a todos os Tribunais, Autoridades, oficiais e mais pessoas, a quem o conhecimento deste Alvará competir, o cumpram como nele se contém sem dúvida ou embargo algum. E por firmeza do que dito é Ordenado que pelo Secretário de Estado dos Negócios do Reino se lhe passe Carta em dois diferentes exemplares, que serão por Mim assinados e selados com o selo pendente das Armas Reais - a saber: um deles para seu título, e outro para se remeter à Torres do Tombo Pagará de direitos setenta mil réis, como constou de um conhecimento em forma com o número mil setecentos e quarenta e data de novo do corrente mês. 
Dada no Palácio das Necessidades em doze de Fevereiro de mil oitocentos quarenta e quatro - Rainha-M - António Bernardes da Costa Cabral.


Esta carta tem o selo e as armas reais, pendente de fita azul e branca, ligada ao papel pergaminho em que está escrito o Alvará e a data de 13 de Fevereiro de 1844.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Túmulo de Cavaleiro está identificado

Este será o túmulo que os exploradores ingleses de 1854 descrevem no campo de trigo em Tomar:



A Tomar Digital agradece a correspondência quase imediata dos leitores Paulo Guilherme Peixoto e do Rui Ferreira, que terão identificado o sepulcro descrito pelos exploradores ingleses no campo de trigo em Março de 1854.

De acordo com Paulo Guilherme Peixoto, este túmulo estaria no interior das muralhas, sendo o campo de trigo a praça de armas e a Porta de Santiago a entrada do castelo. "O túmulo pertence a um cavaleiro que está no Museu Arqueológico do Carmo."

Rui Ferreira contribui igualmente, em grande, para este contexto histórico, ao identificar o túmulo com imagem e informação do Museu Arqueológico do Carmo, como podemos encontrar no E-book na página 94.

"A tumularia do sec. xv e aqui representada pelo túmulo de Frei Gonçalo de Sousa (Vedor da Fazenda, Chanceler, Alferes-Mor, Comendador-Mor da Ordem de Cristo e Privado do Infante D. Henrique), procedente de Tomar (Capela de Santa Catarina do Monte Sinai - Convento de Cristo), (...)"

Link: Roteiro da Exposição Permanente - Museu Arqueológico do Carmo

Imagem presente no Link